A+ Palestra — 01 Apr
Como Escolher Um Bom Palestrante

 

 

 

 

 

 

 

Eventos hoje são caríssimos entre custos de viagens e hotéis. Trazer 300 a 1.000 pessoas do Brasil inteiro para ouvir um palestrante mal escolhido ou mal humorado, pode ser o fim do seu evento.

Não é o hotel e a comida de que irão se lembrar, mas dos bons palestrantes, que serão a diferença entre um evento bem sucedido ou não.

Nos Estados Unidos, o palestrante chave é chamado de “key note speaker”.

Este tem de ser escolhido a dedo, pois é ele que dará o tom para todo o restante do evento. Daí o termo “key note” ou pauta.

Por isto, vale a pena escolher meticulosamente o palestrante que dará o tom inicial ao seu evento porque ele pode criar um clima de aceitação favorável aos palestrantes seguintes e às mensagens que se deseja transmitir.

Estatísticas mostram que 50% da plateia não está segura se fizeram bem em se inscrever ou aceitar o convite para o evento.

Seria mais uma perda de tempo?

Ter um dos melhores palestrantes do país no início do evento dissipa imediatamente esta desconfiança inicial dos participantes e torna-os mais receptivos aos assuntos e objetivos que se quer atingir.

Antes de contratar um palestrante, certifique-se destes 6 pontos que nem sempre são observados.

1. Histórico de comprometimento e pontualidade

Este é um critério que muitos departamentos de eventos e empresas nem sempre pensam em verificar.

De nada adianta contratar o palestrante do momento sem saber se ele costuma chegar atrasado. Isto é mais comum do que se pensa quando se contrata gente famosa de TV ou de Agências de Publicidade que tem um emprego mais importante do que palestras.

Trinta e cinco por cento dos palestrantes que aceitam convites por impulso ou sem remuneração, acabam cancelando no dia anterior ao evento.

Um publicitário pode achar interessante fazer uma palestra para 1.000 empresários, até gratuitamente.

Porém, se na véspera o principal cliente da sua agência o convocar para uma reunião urgente, adeus compromisso com clientes em potencial.

2. Compromisso com o cliente e com a profissão

Palestrantes ocasionais nem sempre dominam as técnicas de apresentação em público. Dar palestras como “bico” nem sempre funciona.

Palestra requer dedicação, Powerpoint atualizado e prática constante, como um bom cirurgião.

Cirurgiões eventuais, só mesmo para os corajosos.

A regra de bolso nesta área é contratar alguém que costuma realizar pelo menos 20 palestras ao ano. Estes sim têm um nome a zelar.

3. Autenticidade

Bons palestrantes falam sempre do coração.

Eles próprios pesquisaram o assunto, não estão repetindo o que leram em livros acadêmicos.

Outros, já são o assunto, como por exemplo Amyr Klink, sempre sensacional.

Reengenharia descrita pelo seu inventor é uma palestra fantástica, bem diferente de quem simplesmente aprendeu o assunto ou copiou de um livro traduzido do inglês.

4. Organização

Boas palestras são cuidadosamente preparadas.

Não é uma ofensa pedir com um mês de antecedência o esboço ou a cópia das transparências.

Palestras de improviso são sempre mais arriscadas, às vezes são brilhantes, outras vezes um verdadeiro desastre.

Avalie a organização do seu palestrante desde o seu primeiro contato com ele, pois esta será uma boa indicação do que poderá ocorrer no dia do evento.

5. Senso de humor

Nenhuma plateia é de ferro. Especialmente no Brasil, depois de 8 horas no avião que atrasou para decolar.

Ninguém aguenta ouvir uma hora de palestra sem um toque de humor.

Bons palestrantes sabem como ninguém intercalar um assunto sério com alguma frase espirituosa, sempre no contexto, dando à palestra uma sequência agradável.

Palestras que só contam boas piadas, são caras demais.

Prefira um comediante para a hora do jantar, que só contará piadas.

Contar uma piada depois da outra também não dá. O segredo aqui é a dosagem certa, que varia de plateia para plateia.

Bons palestrantes conseguem ir modificando o ritmo, ao longo da palestra. Sem dúvida, é uma arte.

6. Talento

Fazer uma boa palestra requer talento, treinamento e muita prática, como em qualquer profissão.

Muitos talentos agraciados com o Prêmio Nobel são péssimos palestrantes, embora sejam brilhantes e fascinantes no corpo a corpo.

Por isso, bons palestrantes são difíceis de se achar e valem seu peso em ouro.

Eles são capazes de salvar um evento mal organizado – comida sofrível, atraso nas bagagens e noites mal dormidas. O contrário infelizmente não ocorre: o melhor hotel, a melhor organização, não salva uma palestra mal dada.

Peça uma pesquisa de opinião ou avaliação de um evento anterior do palestrante a ser contratado. Bons conferencistas recebem esses relatórios rotineiramente, e terão prazer em lhes ceder uma cópia.

Stephen Kanitz

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